
Acabei de ver o filme Shakespeare Apaixonado! To me sentindo nas nuvens! É muito lindo, é muito intenso como Shakespeare fala sobre o amor! Mas o que me chamou a atenção foi uma fala de Viola (Gwyneth Paltrow) em que ela fala que gostaria de viver nos palcos de teatro, de poesias, de aventuras, e mais do que tudo de amor, amor, e amor.
Fiquei pensando como o conceito de amor mudou tanto no mundo, e como amor ou amar, ter um homem ou uma mulher para o resto de sua vida já não é mais a prioridade na vida da maioria das pessoas. E eu me considero uma delas, já amei e fui muito mais amada, mas optei por querer viver aventuras, perdendo assim um grande amor, não me arrependo, acho que ainda tenho muitas aventuras para viver, e mais que isso coloco sempre minha vida profissional em primeiro lugar. Tudo bem que eu estou começando ela de fato somente agora aos 23 anos, nunca estive numa posição em que eu tivesse que escolher entre um amor e uma boa oportunidade de trabalho (graças a Deus), mas se isso acontecesse, e principalmente se eu não estivesse casada e nem tivesse filhos, eu escolheria a segunda opção!
Acho muito atrasado, primitivo em pleno século XXI você sonhar que vai aparecer um Romeu na sua vida, que você pode arriscar tudo por um grande amor. O ser humano com o passar do tempo se tornou cada vez mais egoísta e individualista. Não julgo que só homens não prestam, mas mulheres também não, porque somos seres humanos e temos sentimentos bons e ruins, e cabe a nós deixar os bons prevalecerem para tentarmos ser uma pessoa melhor.
Portanto, apesar de achar lindo, intenso, a descrição da verdadeira natureza do amor, segundo Shakespeare, no dia-a-dia este conceito não cabe muito na minha vida.